THE YOGA SUTRA OF PATANJALI

Sub-título: A Biography

De forma bem resumida, nesse livro você encontrará quem foram os grandes comentaristas, o período histórico em que caiu no esquecimento, como o Yoga Sutra passou a ganhar atenção no mundo ocidental, as mudanças que sofreu. É uma verdadeira biografia da obra que se vai desde sua escrita até os dias de hoje.

O QUE É O YOGA SUTRAS?
O Yoga Sutras (YS) são frases sintéticas que formam a base filosófica do yoga clássico ou “Raja Yoga”. São indicações para se alcançar o estado de autorealização, ou de união com o divino através do controle mental. Originalmente seu conteúdo era memorizado, transmitido oralmente e com isso surgiram variações. No ano 400DC um sábio conhecido como Patanjali colocou por escrito, pela primeira vez, os versos do Yoga Sutras no papel.

O YS (Yoga Sutras) não funda a prática do Yoga, que é cerca de mil anos mais antiga. O Yoga Sutras menciona as diferentes práticas de Yoga que já existiam tais como as Asana (Posturas físicas), o Pranayama (Controle da respiração), Yamas e Niyamas (Normas éticas) entre outros.

Escrito em sânscrito, o Yoga Sutras é direto ao ponto, seco, preto no branco. Não tem simbologia, não tem seres mitológicos como Krishna ou Vishnu. É um livro rico em informações mas tão difícil de se entender que você só encontrará o Yoga Sutras em versões comentadas.

CONTEÚDO
O conteúdo do livro “Yoga Sutra of Patanjali, a biography” não é o Yoga Sutras. É um estudo histórico pelo professor em religião comparada David Gordon White. Descrevo abaixo um breve resumo de seu conteúdo que está organizado em 13 capítulos.

Neste livro, David White nos conta que a obra de Patanjali foi referência por cerca 500 anos (final do século X) sendo inicialmente traduzido para o Árabe e o Javanês (idioma utilizado por algumas correntes budistas). Mas nos 700 anos que seguem, ou seja, do século XII ao século XIX, o Yoga Sutras caiu em total esquecimento pelos intelectuais não existindo qualquer publicação ou manuscrito desse período que o cite. A população da Índia não tinha acesso fácil à manuscritos. Nem os Yogis deram bola para o Yoga Sutras. Mas a Yoga em si não parou. As diversas formas de Yoga continuaram. Não eram tão sistematizadas e nem tinham um pensamento objetivo lógico (filosofia). Curiosamente, o YS só veio a ser redescoberto no Séc XIX por um certo inglês orientalista e em seguida por aquele que posteriormente se transformou no seu maior divulgador, o renomado Vivekananda.

O Yoga Sutras influenciou Hegel, o poeta Yeats, o psicólogo Carl Jung e muitos outros. Enquanto que o Yoga Sutras fascinava o ocidente, na Índia, seu país de origem, lhe era relegado o desprezo. Por lá se continuava a dar atenção aos conteúdos tradicionais religiosos como o Vedanta.

Em segundo lugar, na lista dos maiores divulgadores do Yoga Sutras, temos Alice Bailey da Sociedade Teosófica. É com a Sociedade Teosófica e com Vivekananda que temos o princípio daquilo que posteriormente se chamou de Nova Era, uma combinação de Yoga Sutra, Teosofia, Cristianismo, filosofia grega e orientalismo.

O Yoga Sutras ganhou fama e nos últimos quarentas anos foi traduzido para dezenas de idiomas.

Existem à venda inúmeras versões do Yoga Sutras. O Yoga Sutras que se encontra por aí, mesmo os que trazem o nome de Patanjali na capa, não são originais. O texto original de Patanjali só é compreensível por especialistas. O que está disponível para o público é a versão reescrita por outro sábio, Vyasa. Contudo, Vyasa via o mundo pelas lentes da filosofia Samkhya e esse amor pela filosofia Samkhya deixou marcas no Yoga Sutras. Encontramos palavras como Purusha, Prakriti, Buddhi e outros conceitos centrais no Yoga Sutras que simplesmente não existem no texto original de Patanjali. Em “The Yoga Sutra of Patanjali“, David White irá nos apresentar as várias relações do Yoga Sutras não apenas com Samkhya mas também com o Hinduísmo, Islamismo e com o Budismo.

RECOMENDAÇÃO
O livro está disponível apenas em inglês. Apesar de ser uma publicação de universidade de renome internacional (Princeton), o vocabulário é fácil e não requer conhecimentos avançados de história ou religião.

“The Yoga Sutras of Patanjali” não é requisito necessário para ler o Yoga Sutras. Longe disso. Mas fica a dúvida: Qual a melhor edição do Yoga Sutra que devo ler? Bem, isso daí é assunto para outro post.

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PAULO HENRIQUE ARAUJO

paulo@meditecomigo.org

Moro em Recife. Desde cedo trabalhei e empreendi em vários segmentos dentro e fora do Brasil. Quando morava na China percebi que deveria dar mais atenção ao caminho espiritual. Além dos cursos e das práticas, os livros também ajudaram na minha jornada. Compartilho aqui alguns resumos na esperança que eles também lhes sejam úteis. Para ver todos os posts de Paulo clique aqui.

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