A INSTRUÇÃO DOS PRINCIPIANTES

O nome do autor é Hugo. Hugo de São Vítor. Professor e diretor da igreja e do mosteiro dedicado a São Vítor. Viveu entre 1096 e 1141. Apesar de ter uma dezena de publicações, pouco se sabe sobre ele. Sabe-se mais sobre o mosteiro que dá seu sobrenome e pelo qual ficou conhecido. Esse mosteiro se situava nos arredores de Paris. Foi destruído pela Revolução Francesa e não existe mais.

Por todo o mundo, as religiões tiveram importante papel na história da educação. No período medieval não havia escolas como hoje. As pessoas buscavam as catedrais e os mosteiros para se educar. O mosteiro de São Vítor se tornou bastante conhecido nessa época. De lá do mosteiro de São Vítor saíram importantes teólogos e filósofos. Havia uma seleção para ser aceito em São Vítor. Nem todos eram aceitos. Alguns atributos eram necessários. Era necessário mansidão, paciência e disposição para aprender. A idade mínima era de 15 anos. Uma vez admitido, o principiante tinha que ler e aprender os modos da casa definidos por Hugo. Este é o livro “A instrução dos principiantes“. Ele é a norma de conduta do mosteiro de São Vítor.

Ele se baseia na concepção de que as ações, gestos, palavras e até as vestes indicam o nível evolutivo do sujeito. Da forma inversa, através da repetição de hábitos saudáveis, criamos qualidades positivas que nos ajuda em nosso desenvolvimento.

No livro temos 21 capítulos cada um com uma regra de conduta. São apresentados com certa lógica e sempre justificados por algum trecho de alguma escritura sagrada. Abrange um leque de condutas que vai desde a postura correta às vestes, como se portar, os gestos, como falar, o tom de voz, quando calar e até a disciplina à mesa.

A leitura é fácil. O livro é pequeno. Descobri ao final da leitura que algumas regras de conduta que eu seguia eram religiosas. Estavam ali dentro de mim de forma inconsciente mas agora ganharam atenção e consciente delas posso agir, tomar uma decisão. Posso mantê-las ou eliminá-las. Já outras decidir incorporar ao meu dia a dia.

Algumas pessoas irão dizer que esse livro trás uma moral pronta e por isso não presta. Sim, estão certos que é moral pronta. E errados ao concluir que não presta. Se você é desses do tipo anti-disciplina, que acha que liberdade é fazer o que dá na telha, então esse livro não é para você. O leitor ainda rebelde ou com o coração ainda muito duro vai perder tempo e dinheiro. Melhor ler outra coisa.
Os requisitos para ler este livro são os mesmos para ser aceito no mosteiro de São Vítor: mansidão, paciência e disposição para aprender.

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PAULO HENRIQUE ARAUJO
Moro em Recife. Desde cedo trabalhei e empreendi em vários segmentos dentro e fora do Brasil. Quando morava na China percebi que deveria dar mais atenção ao caminho espiritual. Além dos cursos e das práticas, os livros também ajudaram na minha jornada. Compartilho aqui alguns resumos na esperança que eles também lhes sejam úteis. Para ver todos os posts de Paulo clique aqui.

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