A temática das antigas civilizações é algo que me cativa já há muito tempo. Estive estudando bastante sobre Egito, Atlântida, movimentos populacionais, povos originários da África e outros temas correlatos. Este material escrito pelo pesquisador inglês James Churchward é algo muito revelador sobre história humana recente neste planeta.
Churchward era daqueles exploradores como o personagem Indiana Jones, ou seja, costumava viajar até os lugares de suas pesquisas para ver a coisa ao vivo. E assim o fez numa viagem à Índia. Nesta ocasião, o autor conheceu um mestre hindu que lhe apresentou um arquivo antigo com centenas de “tabuinhas” de madeira e argila contendo inscrições de uma língua e simbologia desconhecidas. Este mestre ensinou o signficado dos símbolos e Churchward iniciou a tradução dos glifos.
Para a surpresa do autor, as tabuinhas contavam a história de um continente desconhecido e um povo que lá viveu há mais de 50 mil anos. Tratava-se do continente perdido de Mu. E após anos de aprendizado com o mestre hindu, Churchward retornou ao ocidente para continuar a sua pesquisa, que deu origem ao material que aqui tenho em mãos.
O livro é uma mistura de informações traduzidas diretamente das tabuinhas com as opiniões de Churhward como pesquisador e historiador. Ele traduz algumas peças mais importantes, atribui o significado e aponta os registros históricos. Por isso, o livro é bem convincente.
Existem também mapas desenhados pelo autor para ajudar no entendimento da localização de Mu, em pleno oceano Pacífico, e também gravuras com o desenho das rotas migratórias. O povo de Mu teria navegado o oceano Pacífico em ambos os lados, chegando até a Indochina à oeste e até as américas à leste. No lado oriental, este povo teria dado origem aos amarelos e toda a população ariana que posteriormente seguiria até a Índia. Do lado americano, seriam os antepassados dos povos indígenas originários.
Outro dado curioso é que uma rota migratória atravessando as américas teria chegado até a ilha de Atlântida, no meio do oceano Atlântico, e lá habitaram por milhares de anos, navegando posteriormente até o continente africano e Europa. Simplesmente, a tese de Churchward determina que tudo, absolutamente todos os povos, são originários do povo de Mu.
Como tudo que começa sempre acaba, o autor explica também como um cataclismo planetário afundou o continente por completo, bem como a ilha de Atlântida. Este acidente geológico também modificou os contornos do continente americano, dando a este o formato que conhecemos hoje. Após o desaparecimento da capital planetária de Mu, os povos das colônias foram aos poucos se esquecendo da sua essência, no entanto, tabuinhas similares já foram encontradas ao longo da história moderna na América Central, Europa e África, sempre em sítios arqueológicos profundos. Estas tabuinhas, apesar de enterradas em lugares distintos do globo, possuem sempre a mesma matriz da língua raiz.
Durante sua narrativa, Churchward também descreve as etnias destes povos originários e explica em detalhes a sua tese de como ocorreu o afundamento destas massas de terra.
Ao final, o leitor fica com uma tese muito bem fundamentada, que infelizmente não é amparada pela ciência tradicional, que ainda defende os movimentos de Bering e outros exemplos de migrações humana mais tradicionais; e que também ainda não reconhece oficialmente que já houve uma humanidade avançada datada de 50, 70, quiçá 100 mil anos atrás, como defende Churchward e mais um punhado de pesquisadores.
Qualquer leitor que se interesse pela origem da nossa humanidade no planeta, e que não esteja satisfeito com a tese da ciência tradicional que posiciona as primeiras civilizações há apenas 6 mil anos de distância da gente.
Do ponto de vista espiritual, nota-se também que o próprio Churchward “tomou um chá” de espiritualidade durante sua visita à Índia. Isso é perceptível na forma como ele fala de algumas experiências transcendentais que teve com seu mestre. Apesar disso, ainda existia uma pseudo-arrogância europeia em alguns de seus comentários, principalmente ao descrever diferentes etnias e povos.

pedro@meditecomigo.org
Pedro tem background em tecnologia da informação e é bacharel em fotografia. É astrônomo amador, amante da natureza e aprendiz eterno da espiritualidade. Universalista convicto, é leitor de temas como física quântica, doutrinas orientais, Conscienciologia, ocultismo, cosmogonia, ufologia e meditação.
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